BANDEIRA
CIGANA
A Bandeira
como está foi instituída como símbolo internacional de todos os ciganos
do mundo no ano de 1971, pela International Gypsy Committee Organized, no
First World Romani Congress( primeiro congresso mundial cigano), realizado
em Londres.
Seu
significado:
A
roda vermelha no centro simboliza a vida, representa o caminho a percorrer e
o já percorrido, a tradição como continuísmo eterno, se sobrepõe ao
azul e ao verde com seus aros representando a força do fogo, da transformação
e movimento.
O
azul:
Representa
os valores espirituais, a paz, a ligação do consciente com os mundos
superiores, significando a libertação e a liberdade.
O
verde:
Representa
a mãe natureza, a terra, o mundo orgânico (subterrâneo), a força e a luz
do crescimento vinculado com as matas, com os caminhos desbravados e abertos
pelos ciganos. Representa o sentimento de gratidão e respeito pela terra, o
que ela nos oferece, de preservação pela natureza. Simboliza também a
relação de respeito por tudo que ela nos oferece proporcionando a sobrevivência
do homem e a obrigação de ser respeitada pelo homem que dela retira seus
suprimentos, devendo mante-la defesa.
Destarte
é claro hoje que o povo cigano foi vítima de preconceitos injustos e sem
fundamento, em vista de seus hábitos de vida, roupagens e cerimoniais,
entretanto, jamais se teve notícias de que houvessem provocado qualquer
desajuste social ou entre nações ou deles participado, pela sua própria
característica de ser um povo alegre, festeiro, amante da natureza e
altivo, um povo orgulhoso de sua raça a ponto de contagiar aqueles não
ciganos com sua graça e simpatia. Um povo que ao longo do tempo demonstrou
muita sabedoria e união, caso contrário não os teríamos ainda presentes
entre nós.
Vítimas de perseguição e injustiças destaca-se entre elas o
ocorrido na segunda guerra mundial, onde milhares de ciganos foram
recolhidos aos campos de concentração e desapareceram, acreditando-se que
muito embora não se tenha dados fidedignos de números e quantidades, deve
estar em torno ou por volta de dois milhões de ciganos desaparecidos na
ocasião.
Hoje
já se tem no Brasil a exemplo da Europa e do mundo o Instituto de Defesa
dos Direitos da Etnia Cigana entre outros, que pretende agregar os Irmãos
ciganos e não ciganos na compreensão de se fazer valer os direitos e
garantias atinentes ao Povo Cigano, desejando combater pacifica e legalmente
a discriminação, preconceitos e assim por diante. Bem como promover uma
melhor comunicação e conhecimento a respeito, reivindicando benefícios e
direitos em geral.
Texto
extraido do Livro:
CIGANOS -Rom um Povo sem
Fronteiras
Autor: Nelson Pires Filho
Ed. Madras e protegido por normas
de direitos autorais
Permitida a reprodução desde que
dado o devido crédito.
Bhártalê ay Sastiveste